Os 5 estágios da dor do parto...
Lí neste instante este texto... achei bacana, diria que verdadeiro!!
Não devemos ocultar das mulheres que o parto é livre de dor... não, nunca! Ela deve saber que dói... toda via de nascimento dói. Ou dói na hora ou dói depois, ou a vida toda. Sabe porquê? Porque nós sempre vamos sentir dor por nos tornamos mães, por sermos mãe, por nossos filhos... quando eles chorarem por qualquer motivo, quando eles caírem, quando eles forem desprezados por alguns coleguinhas, quando começarem a amar, quando negarmos algos a eles, quando saírem de casa... e etc!! Portanto, não tenha pavor da dor, apenas trabalhe junto dela! Não pari, não sentir dor de parto normal. Lembro da dor do pós operatório da cesariana sim, mas também não foi a morte!! Assim como vejo que a dor que muitas "doulandas" sentem na hora do trabalho de parto e parto, também não são a morte. Acreditem..... você consegue! E se não conseguir???CLARO QUE VOCÊ CONSEGUIU... conseguiu até o seu limite!!! Você NÃO vai ser menos mãe se pedir analgesia! Na cena do parto , pode haver dor o que não pode ter é SOFRIMENTO, TORTURA! Todas temos limites. Força, foco e fé!! Bjs Fabrina Flores ( Doula )
Segue endereço deste lindo texto by Carol Darci
http://caroldarcie.tumblr.com/post/91973458369/os-5-est%C3%A1gios-da-dor-do-parto
A Fisioterapia Obstétrica tem como principal foco a preparação física da mulher em estado gestacional e no pós parto, buscando otimizar seu estado gravídico ajudando-a a minimizar os desconfortos decorrentes nesta fase. Como Doula o meu papel é de dar apoio físico, emocional e informacional ao casal, durante a gestação, parto e pós parto. Sejam Bem Vindos ao meu blog!!
sábado, 10 de outubro de 2015
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Relato de parto- Leydy
E no dia 14/09/15 as 18h25min com 39
semanas e 01 dia meu Pedro Henrique veio ao mundo.
Acordei na segunda com a intenção de ir ao trabalho e depois ir a consulta de rotina as 10h com a Dra Sandra , porem o sono era maior e resolvi ficar em casa e ir direto para consulta as 10h. Acordei as 09h e fui tomar banho...Ao ver meu pipis percebi que desceu uma clara de ovo com um filete de sangue...pensei aff deve ser o tampão que esta caindo...não senti dor nem nada. Fui para médica.. Ao estacionar senti dor de cólica...isso já era 9h50...eu que adoro o sofá de espera do consultório, comecei a sentir um incomodo ao não achar uma posição confortável para sentar, pois sentia uma cólica chata....não era dor...era um simples incomodo...acho que lá pelas 11h00 entrei no consultório e já cheguei falando pra Dra: “To com uma dorzinha chata, e no meu pipis saiu uma gosma tipo clara de ovo...
Dra. me informou que a clara de ovo era meu tampão que havia saído e resolveu verificar se havia dilatação.....a surpresa foi eu já estar com 6cm de dilatação e sem dor!!!....só uma coliquinha de nada...
Enfim fui informada que o Pedro Henrique chegaria numa segunda.... Liguei para marido, mãe e Fabrina claro.. Dra. reservou as 15h a maternidade e pediu q voltasse ao consultório as 14h para me avaliar novamente...fui pra casa me forcei a almoçar.....e fiquei ansiosa a cada dor de coliquinha que vinha...parecia nada...coisa normal de mulher em dia de mestruação....voltei ao consultório e já estava com 8cm de dilatação!!!! Uhullll...nada de dor insuportável...tudo normal.
Fui para maternidade...apartamento...marido, doula, mãe, bola...dores um pouco mais fortes.....desce sobe na bola.... manobras da doula...conversas...risos.... e Fabrina me instruindo que o que eu sentia era a tão famosa contração...foi fundamental sua presença...ela me acalmava, me lembrava que não devia perder o controle da situação... Me massageava e usava o oleozinho dela....mais conversas, risos, dores suportáveis e ansiedade controlada através das palavras de minha doula, meu lindo marido e uma mãe maravilhosa...não poderia querer nada melhor...15h30 Dra chegou.... Depois não me lembro que hora ocorreu nas enfim senti a bolsa estourar 9cm de dilatação e achei que era a cabeça do meu menino já saindo kkkk enfim sala de parto...juro que podia ir andando pra lah...rs Mas fui na cadeira de rodas .
Sala de parto...senti contrações descompassadas...
Acordei na segunda com a intenção de ir ao trabalho e depois ir a consulta de rotina as 10h com a Dra Sandra , porem o sono era maior e resolvi ficar em casa e ir direto para consulta as 10h. Acordei as 09h e fui tomar banho...Ao ver meu pipis percebi que desceu uma clara de ovo com um filete de sangue...pensei aff deve ser o tampão que esta caindo...não senti dor nem nada. Fui para médica.. Ao estacionar senti dor de cólica...isso já era 9h50...eu que adoro o sofá de espera do consultório, comecei a sentir um incomodo ao não achar uma posição confortável para sentar, pois sentia uma cólica chata....não era dor...era um simples incomodo...acho que lá pelas 11h00 entrei no consultório e já cheguei falando pra Dra: “To com uma dorzinha chata, e no meu pipis saiu uma gosma tipo clara de ovo...
Dra. me informou que a clara de ovo era meu tampão que havia saído e resolveu verificar se havia dilatação.....a surpresa foi eu já estar com 6cm de dilatação e sem dor!!!....só uma coliquinha de nada...
Enfim fui informada que o Pedro Henrique chegaria numa segunda.... Liguei para marido, mãe e Fabrina claro.. Dra. reservou as 15h a maternidade e pediu q voltasse ao consultório as 14h para me avaliar novamente...fui pra casa me forcei a almoçar.....e fiquei ansiosa a cada dor de coliquinha que vinha...parecia nada...coisa normal de mulher em dia de mestruação....voltei ao consultório e já estava com 8cm de dilatação!!!! Uhullll...nada de dor insuportável...tudo normal.
Fui para maternidade...apartamento...marido, doula, mãe, bola...dores um pouco mais fortes.....desce sobe na bola.... manobras da doula...conversas...risos.... e Fabrina me instruindo que o que eu sentia era a tão famosa contração...foi fundamental sua presença...ela me acalmava, me lembrava que não devia perder o controle da situação... Me massageava e usava o oleozinho dela....mais conversas, risos, dores suportáveis e ansiedade controlada através das palavras de minha doula, meu lindo marido e uma mãe maravilhosa...não poderia querer nada melhor...15h30 Dra chegou.... Depois não me lembro que hora ocorreu nas enfim senti a bolsa estourar 9cm de dilatação e achei que era a cabeça do meu menino já saindo kkkk enfim sala de parto...juro que podia ir andando pra lah...rs Mas fui na cadeira de rodas .
Sala de parto...senti contrações descompassadas...
Quando a dor chegou um pouco mais
forte que antes, a Fabrina e a Dra encheram a banheira e lá entrei... fui p
banheira relaxar as dores e quase dormi.... é bom la....mas relaxar muito e isto não ajudou....relaxei
demais...e marido me apoiando, doula me instruindo sobre meu proposito e massagem...mãe
apoiando.. gostoso lah...mas as contrações voltaram a ficar descompassadas e
então saí da água... Já sentia puxos porém...
Fui banqueta onde eu jurava que seria
o parto e queria q fosse...la me esforcei....mas as contrações vinham em passos
lentos...mas nada...Dra me informando q não fazia a força correta...força de
coco saindo. Fazia força no pescoço...já não sabia o que fazia...já não ouvia
doula, marido só pra apertar mesmo rs...Oxitocina na veia....e adivinha
nada de funcionar!!!..Como assim oxitocina e nada de contração¿¿¿...Até a Dra. resolveu me levar pra maca e pedir para eu fica de cócoras lá segurando
um ferro...enfim deu certo na questão de fazer a força correta...porém nada de contração
...mais oxitocina e nada.......contrações não vinham de forma frequente...
Parto foi na raça...com muito custo veio uma contração forte...deu pra ver a cabeça....ia lacerar muuuuito...dra. informou que tinha que corta...falei naoo corta...marido falou naoooo corta....dra informou , mostrou bem para meu marido e explicou.... precisa mesmo cortar..ahhh marido disse corta! Enfim cortou...outra contração...cabeça do meu menino saiu....mas acabou a contração...desespero...quero dor...quero contração...meu filho precisa sair...não vou conseguir....socorro...aff quero quero contração....veio uma contração fraca e enfim com uma força sobrenatural...meu PH saiu...direto para meus braços...não entendi...não acreditei....ele estava ali...lindo e meu ...pediatra já colocou no meu seio e ele não mamou mas ficou com a boquinha já no lugar estratégico rs...sem chorar quieto sentindo meu coração e meu cheiro...tudo tão rápido e tão devagar...parecia horas enfim no meu peito ali quentinho no meu colo...marido cortou cordao e enfim baby saiu com o pediatra...chorouu Placenta saiu...isso doe rs Dra. costurando o pique e marido e mãe apaixonados por Pedro Henrique.
Enfim meu menino voltou aos meus braços e deles não sai mais!!!!
Parto foi na raça...com muito custo veio uma contração forte...deu pra ver a cabeça....ia lacerar muuuuito...dra. informou que tinha que corta...falei naoo corta...marido falou naoooo corta....dra informou , mostrou bem para meu marido e explicou.... precisa mesmo cortar..ahhh marido disse corta! Enfim cortou...outra contração...cabeça do meu menino saiu....mas acabou a contração...desespero...quero dor...quero contração...meu filho precisa sair...não vou conseguir....socorro...aff quero quero contração....veio uma contração fraca e enfim com uma força sobrenatural...meu PH saiu...direto para meus braços...não entendi...não acreditei....ele estava ali...lindo e meu ...pediatra já colocou no meu seio e ele não mamou mas ficou com a boquinha já no lugar estratégico rs...sem chorar quieto sentindo meu coração e meu cheiro...tudo tão rápido e tão devagar...parecia horas enfim no meu peito ali quentinho no meu colo...marido cortou cordao e enfim baby saiu com o pediatra...chorouu Placenta saiu...isso doe rs Dra. costurando o pique e marido e mãe apaixonados por Pedro Henrique.
Enfim meu menino voltou aos meus braços e deles não sai mais!!!!
Espero que eu consiga ajudar muitas mulheres que buscam este universo!
Ass: Leydy
sábado, 26 de setembro de 2015
domingo, 13 de setembro de 2015
Relato de Parto- Ariane Nantes
Nem tudo que programamos sai como
queremos ou idealizamos, mas o importante de tudo isto é que no final tudo
ocorra bem e termine de maneira feliz, e mesmo um final não tendo chegado ao
meu objetivo, meu final foi feliz e me serviu de lição, e que outras pessoas possam ler meu relato agora e terem como exemplo.
Me chamo Ariane, mãe do Pedro (2
anos) e Vicente (1 mês), e lutei com todas as minhas forças!
Não gosto de expor minha vida,
mas quando podemos ajudar outras pessoas acho importante contar nossas
experiências... E que experiência né Fabrina, Dra. Sandra e comadre Nadia, e
amigas Luciana e Fran.
Descobri minha
gestação um pouco avançada, com 16 semanas (4 meses), foi um choque, pois
tomava contraceptivo, não foi nada fácil aceitar que estava grávida de 16
semanas, não estava em meus planos, e foi difícil aceitar algo que não
programei.
Fiquei perdida nos primeiros
dias, com um filho de 2 anos e outro que logo nasceria, quando parei para
pensar já me veio na cabeça, digo na cabeça por que ainda não no meu coração,
que teria um parto normal para facilitar os cuidados que teria que ter com 2
crianças, digo porque não tive uma boa recuperação da cesariana, e acho que
fiquei com um pouco de trauma.
Logo pensei,
para ter um parto normal vou precisar de ajuda, e imediatamente veio a querida
Fabrina, nos conhecemos quando trabalhamos juntas na Unimed, e ela também fez
drenagem na minha primeira gestação, entrei em contato pelo face com ela, onde
relatei minha situação, a Fabrina é uma linda, me colocou pra cima, só me
falava coisas boas, sempre muito otimista me tranquilizando pois estava sendo
difícil eu aceitar que estava grávida, e me orientou tudo sobre parto normal
humanizado.
Como é muito
comum, minha médica era e é cesarista, e a Fabrina até me acompanhou em uma das
consultas de pré natal , pois eu bati o pé e disse pra Fabrina que minha médica
fazia parto normal (hoje sei que não faz, é daquelas que falam mas não fazem).
Tivemos dois encontros, onde a Fabrina me explicou tudo o que podia acontecer,
me explicou sobre as transformações do meu corpo, tipos de parto, analgesia
para parto normal ( riscos e etc), falou das fase do trabalho de parto e do
parto em sí!! No ultimo encontro saí um pouco preocupa pois achei a Fabrina um pouco radical quanto a escolha
da minha medica, ela me instruiu que talvez pudesse trocar por uma medica com
maior aceitação ao parto humanizado, não gostei muito da idéia, pois eu
acreditava em minha médica. Conversei com minha medica na consulta e ela disse
que iria fazer meu parto normal.
Ate ai tudo
bem, quando completei 37 semanas em uma segunda feira, minha medica que dispõe
em seu consultório de aparelho de ultrassom achou que estava com pouco liquido,
e pediu que realizasse outro ultrassom para ter uma segunda opinião, começava
ai minha jornada de exames e preocupação, passei a noite acordada tomando água
porque achava que meu bebe poderia estar sofrendo. No outro dia cedo estava eu
realizando exame, quando o Dr. falou que estava tudo bem, que meu bebe era
grande e a quantidade de liquido estava normal pela quantidade de semanas,
mandei mensagem para medica avisando que estava tudo bem.
Passada uma
semana, estava eu novamente na consulta com 38 semanas, com o exame em mãos, a
medica disse que não concordava com o resultado. Novamente ela fez o ultrassom
em seu consultório e afirmou que ainda achava que tinha pouco liquido e pediu
para repetir o exame e que iria induzir meu parto. Pedi que ela fizesse uma
carta para que eu entregasse ao mesmo medico que fizera meu exame
anteriormente, pediu que eu retornasse naquele mesmo dia com o exame para
decidirmos que decisão tomaríamos. La fui eu fazer o exame, entreguei a carta
ao medico que após certificar que não estava com pouco liquido me orientou a
procurar uma segunda opinião. Não pensei duas vezes, não voltei ate hoje na
medica!!
Nesse meio
tempo me desentendi com a Fabrina porque sou cabeça dura, e havia dispensado o
seu atendimento, pois na época que acreditava na minha médica achava que a Fá
estava exagerando, mas aí já tinha passado tempo e agora não tinha a quem
recorrer, e só pensava em tudo que a Fá me falava, e o que estava acontecendo
comigo. Pois mesmo não confirmando com ela se ia querer Doula, ela me orientava
pelo whats e me deixava calma... mas logo meu desespero tomava conta. Mas não
tive duvidas, vou pedir a ajuda da Fabrina, na pior das hipóteses vou receber
um não. Mandei whats pedindo socorro, que estava desamparada e que queria uma
consulta com a Dra. Sandra Valéria, e ela não
negou ajuda apesar de eu ter sido dura e injusta com ela.
No outro dia lá estávamos na
consulta com a Dra. Sandra, foi aí que nasceu em meu coração a vontade de ter
meu bebe em um parto humanizado, porque estava rodeada de pessoas maravilhosas,
antes só sentia medo e achava desnecessário uma doula ou uma medica me
acompanhando durante todo o trabalho de parto. Mas hoje vejo que o sistema é
falho, e que pra parir ou tentar parir com respeito no Brasil, requer equipe
humanizada!
Sempre achei
que meu bebe nasceria quando completasse 40 semanas, engano meu, começou ai a
mais longa espera da minha vida, chegar as 40 semanas era muito, imagine
esperar ate 42 semanas!! Mas eu esperei!! Foram idas e vindas, cardiotocografias
(as vezes a Dra. pedia só pra me deixar tranquila e a família também) para
checar o coração do bebe, prodomos, e ate falso trabalho de parto.
Chegada as 42 semanas tudo do
mesmo jeito, nenhum sinal, nada de contração, tampão, etc. No consultório a Dra
examinou pela manhã e nada, mais exame e tudo bem comigo e com meu bebe, fui
para casa esperar e esperar... A noite por voltas das 22 horas começou as
contrações doloridas (que eu achei que eram doloridas rs) corri para o hospital
e Dra Sandra me examinou, estava do mesmo jeito, sem dilatação, colo fechado e duro,
me medicou com buscopan e as contrações foram embora, fui para casa, chorei
muito, pois a ansiedade só aumentava. Teve uma madrugada que eu achei que minha
bolsa tinha rompido, até acordei a Fabrina, a qual me orientou a ligar para a
Dra. e descobri que não era.
No dia
seguinte (terça-feira 11.08.25) passei o dia em casa quietinha, chorei muito,
me desesperei me acalmei, e rezei para que minha hora chegasse logo, tinha
dentro do meu coração que não ia desistir, que só seria submetida a uma
cesariana se fosse necessário para preservar a saúde do meu bebe e a minha. Por
volta das 21:00 hs comecei a sentir as contrações, muito irregulares, a dor era
suportável, pensei comigo, vou ficar quietinha, não vou alarmar ninguém e nem
vou sair correndo para o hospital, eram bem irregulares, 25 minutos, 15 minutos
e ate de 5 minutos. Mas chamei a Fabrina no whats app e a mesma estava na
maternidade com a Dra Sandra em outro Trabalho de Parto. A Fá me explicava o
que eu estava sentindo e dizia pra eu ficar calma, e caso eu entrasse em TP que
ela não poderia ficar comigo, e me indicaria outra doula.
Passei a noite sentindo elas,
dava ate pra cochilar, quando amanheceu o dia (quarta-feira 12.08.15), mandei
mensagem para Dra Sandra que pediu que fosse ate o hospital onde estava de
plantão, chegando la, quando fui examinada nem acreditei no que ela disse, colo
amolecido, e inicio da perda do tampão, nossa fiquei muito feliz, já tinha
dilatação, acho que era 1cm, não me lembro bem, fiz novamente os exames,
cardiotoco e us com Doppler, tudo ok com o bebe. Há não posso esquecer da
enfermeira Adélia que fez alguns procedimentos para me ajudar com a evolução do
TP, uma fofa ela, me ensinando a respirar, e nem sabia eu que logo eu
precisaria respirar como nunca. Fui para casa esperar a evolução das contrações,
e por volta das 13 horas fiquei igual uma doida, elas estavam ritmadas em 5 em
5 minutos, coisa de doido, Dra Sandra pediu pra que eu fosse a maternidade que
uma colega dela iria me examinar, liguei para minha comadre Nadia me levar para
maternidade, ela veio de jato, acho que foi a primeira vez que ela socorreu uma
grávida. Ao ser examinada ainda não tinha indicação para internar, mas pedi que
ficasse internada pq em casa não ficaria bem, e confesso que tinha medo também.
Dra Sandra
orientou ligar para Fabrina, e agora ¿¿ não sabia se ela ia me aceitar de volta
pq não havia conversado claramente com ela, pedi que ela me acompanhasse, ela
ate me indicou outra doula, pois ela tinha doulado a madrugada toda e tinha
compromissos e eu havia desistido de doula L Mas queria ela, graças
a deus ela aceitou me acompanhar, disse que assim que desse as aulas dela
daquela tarde, ela iria lá ficar comigo. E ela foi e foi essencial. Passei a
tarde com as contrações que eram doloridas porem suportáveis, passei o fim da
tarde e inicio da noite em companhia da comadre Nadia, amiga Fran e amiga
Luciana. Logo chegou a Fabrina, e a Dra Sandra, as contrações ficaram mais
intensas e com intervalos curtos, meus Deus como doíam, esquecia de tudo, ate
de respirar, nessa hora uma Doula é indispensável, com ela não tinha medo de
seguir em frente, e claro com a minha linda Dra Sandra ali, tinha tudo para
confiar que tudo ia acabar bem.
Dra me examinou, tinha dilatado
acho que 5cm, mas ao exame a Dra optou por estourar a bolsa, assim ela fez, e o
motivo pela qual ela optou foi confirmado, junto ao liquido havia mecônio, e
logo fui submetida ao exame de cardiotoco, estava tudo ok com os batimentos,
ainda podíamos continuar.
As contrações
estavam muito doloridas, quase não me davam tréguas, mas eu aguentava firme,
até que chegou uma hora que eu não aguentei e pedi analgesia, estávamos no
apartamento e a Dra acho melhor me avaliar novamente para ver em que plano meu
bebê estava e a dilatação. Vicente ainda estava alto, segundo o termo usado
pela Dra e eu já estava com 8 cm. E para o procedimento de analgesia fomos para
sala de parto. Depois da analgesia meu corpo relaxou, mas logo a Dra percebeu
grande quantidade de mecônio, ao me deitar para mais uma cardiotoco as
contrações continuaram, porem após a cardiotoco ficar pronta, tanto a dra
quanto a especialista que fez o exame avaliarem os resultados, veio a definição...
o exame não estava muito bom e o mecônico que antes era fluido, estava espesso!
Ela me explicou que se o Vicente estivesse baixo, e eu com dilatação mais
avançada, talvez daria pra continuar, mas não saberíamos aí quanto tempo
levaria mais para ele descer e eu dilatar os 2 cm que faltavam. Seria muito
arriscado para meu bebê.
Então a
cesariana foi mais que indicada, foi necessária, para preservar a vida e o bem
estar do meu bebê!!! Não tive em aceitar, pois confiava nela, e queria o melhor
para meu filho, só queria que ele nascesse bem, e fui ate onde tive segurança,
na hora poderia ter pensado: nadei nadei e morri na praia, mas não foi o que
senti, senti orgulho de ter esperado ele querer nascer, de estar ali com
aquelas pessoas humanas e carinhosas, e saber que não sofri nenhuma violência
obstétrica.
Dali fui para
centro cirúrgico, mil coisas se passaram na minha cabeça, a lembrança da
primeira cesariana, senti mais medo naquele momento, mas sabia que logo teria o
Vicente em meus braços, naquele momento chorei muito, queria ter a oportunidade
de parir meu filho, não era um sentimento de fracasso, mas sei lá, pensei, Deus
sabe o que faz, e eu sempre aceito o que escolhe para minha vida, deve ter
algum sentido tudo isso.
Dali para
frente queria ver logo a carinha dele, choramos eu, Fabrina e Nádia, e por
volta da 01:00 da madrugada do dia 13.08.15 nasceu aquele bebe enorme,
saudável, sujo de mecônio mas sem nenhuma complicação, chorando forte e lindo.
Vicente nasceu
com 42 SEMANAS E 4 DIAS, 4.050 k, com 51cm, uma lindeza, foi colocado nos
primeiros minutos no meu seio para mamar, coisa mais linda, só tenho a agradecer
a Dra. Maravilhosa Sandra Valéria, agradeço a Deus por ter deixado ela cuidar
de mim, agradeço a Fabrina pela paciência e amizade, ao Dr. Durval Palhares o
pediatra que cuidou do Vicente e não fez nada que não fosse preciso, a minha
linda comadre Nádia por ter passado todo o trabalho de parto ao meu lado, e as
amigas Luciana e Francille pela amizade e companhia.
O que eu
aprendi com tudo isso não cabe em palavras, a dor do trabalho de parto é inexplicável,
talvez até esqueça aquela intensidade, mas meu coração ficou marcado para
sempre, esperar até onde a segurança foi fundamental para evolução do bebe, sei
que sou uma boa mãe, mas me sinto diferente, não sei explicar, o amor pelos
meus filhos não tem diferença, mas me sinto mais realizada, feliz e mais
completa, apesar do final não ter sido como eu queria... mas me sinto sim,
forte e guerreira!
Este foi meu
relato... espero poder ajudar a você que busca um parto com amor, respeito e
que sua decisão de PARIR não seja desencorajada por ninguém, e sim por reais
motivos! Fiquem com Deus. E confiem!!
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
RELATO DE PARTO - 14/08/2015 Mariana
Relato de Parto Mariana P.
Bom ... meu relato é meio diferente... porque tudo começou de maneira prematura... com 34 semanas perdi o tampão mucoso em um domingo de manhã. Fui avaliada na maternidade e já me internaram. Estava com o colo do útero anterior e começando com dilatação. Fiquei 2 dias internada recebendo medicamento na veia para tentar inibir o trabalho de parto (TP).
Tive alta e continuei com as medicações em casa, mas com 35 semanas acordei de madrugada com a cama cheia de sangue e coágulos. Fui avaliada e me internaram novamente. Recebendo inibina na veia. A médica queria inibir até 36 semanas, para garantir que o baby iria nascer bem, sem precisar de assistência.
Fiquei mais dois dias internada. No dia que eu completei 36 semanas a bolsa estourou. Eu estava deitada vendo TV, era 10 hs da manhã e literalmente ouvi um “ploft” na minha barriga. Sim... ouvi a bolsa estourar!!! Quando levantei começou a enxurrada de água!! Mas não sentia contrações ainda. Fui avaliada e estava com 2 cm de dilatação. Fiquei em casa esperando as contrações, que ficaram doloridas as 20 hs . A Fabrina chegou em casa, fez alguns exercícios, massagens e técnicas compressivas, mas as contrações ainda eram espaçadas.
Tempo depois contrações ficaram muito doloridas, fomos para a maternidade as 22hs e estava com 5 cm. Não vou mentir... aí , tudo estava bem... eu estava confiante!! Massss as contrações começaram a doer muito!! Estava no chuveiro para aliviar a dor e entrei em desespero!! Pedi analgesia pelo amor de Deus!! Sabia que sentiria dor, estava preparada para isso, mas em 1 segundo a dor se transformou em desespero. Nesse momento de desespero, “dizem” ( a Fabrina e meu marido ) que eu falei algumas frases do tipo: “ tira esta criança de mim” “ tira este menino de dentro de mim agora” “ essa dor é do capeta” “isso não é coisa de Deus” “ não quero mais brincar disso” Fora muitos palavrões! Kkkkk
Lembrando agora, é até engraçado, mas na hora eu estava desesperada mesmo.
Daí fomos para a sala de parto e lá a Dra pediu ao anestesista que fosse fazer a analgesia. Um Dr japonês muito gente boa!!Neste momento eu estava com 6 pra 7 cm de dilatação. Dormi mais que uma hora e as contrações sumiram!! Por um momento achei que terminaria em cesariana, mas a Dra resolveu fazer ocitocina pra que minhas contrações voltassem. Estava literalmente dormindo na sala de parto e acordei pra fazer xixi. Fui ao banheiro e me deu uma vontade incontrolável de fazer força.
Nesta noite, outra "doulanda" da Fabrina também entrou em trabalho de parto, fomos pra sala de parto juntas. Cada uma numa sala. A Fá, com a ajuda dos maridos e dos médicos, conseguiu controlar a situação. E o que eu me lembro é que quando eu dormi, a Fá ajudou a outra gestante, que era a fase que ela mais estava com dor. E quando eu fui ao banheiro, Fabrina foi me ver na sala, e eu não estava, ela nos encontrou no banheiro. Me viu fazendo força e discretamente foi chamar a Dra.
Voltamos para a sala de parto, a Dra me avaliou e falou: “seu bebê está aqui em baixo!!”
“ preparem tudo que vai nascer!!” (lágrimas agora só de lembrar).
É uma mistura de emoções muito grande. Eu pensei que faltava pouco para tudo acabar e eu ter meu bebê comigo... e nesse momento surgiu uma fora absurda. Fui para a banqueta. Dra sentada no chão á minha frente, meu marido sentado atrás de mim me abraçando e falando no meu ouvido e eu começando o expulsivo. Achei a dor do expulsivo tranquila... e ficava pensando que faltava muito pouco. Perdi a noção de tempo, mas acho que a 1 hora da manhã entrei na sala de parto para analgesia, dormi da 1:30 até 2:45 e o Gabriel nasceu 3:18. Foi tudo muito rápido...
Ele nasceu com duas circulares de cordão e olhando pra cima!!! E , apensar de prematuro, nasceu bem, logo chorou e veio direto para meu colo.
Realmente foi um momento único e mágico!! Assim que nasceu, todas as dores sumiram e eu me senti inundada de amor!!
Enfim, no meu caso, a analgesia ajudou muuuuito!! Eu relaxei e quando acordei o Gabriel já estava nascendo!
Tive alta e continuei com as medicações em casa, mas com 35 semanas acordei de madrugada com a cama cheia de sangue e coágulos. Fui avaliada e me internaram novamente. Recebendo inibina na veia. A médica queria inibir até 36 semanas, para garantir que o baby iria nascer bem, sem precisar de assistência.
Fiquei mais dois dias internada. No dia que eu completei 36 semanas a bolsa estourou. Eu estava deitada vendo TV, era 10 hs da manhã e literalmente ouvi um “ploft” na minha barriga. Sim... ouvi a bolsa estourar!!! Quando levantei começou a enxurrada de água!! Mas não sentia contrações ainda. Fui avaliada e estava com 2 cm de dilatação. Fiquei em casa esperando as contrações, que ficaram doloridas as 20 hs . A Fabrina chegou em casa, fez alguns exercícios, massagens e técnicas compressivas, mas as contrações ainda eram espaçadas.
Tempo depois contrações ficaram muito doloridas, fomos para a maternidade as 22hs e estava com 5 cm. Não vou mentir... aí , tudo estava bem... eu estava confiante!! Massss as contrações começaram a doer muito!! Estava no chuveiro para aliviar a dor e entrei em desespero!! Pedi analgesia pelo amor de Deus!! Sabia que sentiria dor, estava preparada para isso, mas em 1 segundo a dor se transformou em desespero. Nesse momento de desespero, “dizem” ( a Fabrina e meu marido ) que eu falei algumas frases do tipo: “ tira esta criança de mim” “ tira este menino de dentro de mim agora” “ essa dor é do capeta” “isso não é coisa de Deus” “ não quero mais brincar disso” Fora muitos palavrões! Kkkkk
Lembrando agora, é até engraçado, mas na hora eu estava desesperada mesmo.
Daí fomos para a sala de parto e lá a Dra pediu ao anestesista que fosse fazer a analgesia. Um Dr japonês muito gente boa!!Neste momento eu estava com 6 pra 7 cm de dilatação. Dormi mais que uma hora e as contrações sumiram!! Por um momento achei que terminaria em cesariana, mas a Dra resolveu fazer ocitocina pra que minhas contrações voltassem. Estava literalmente dormindo na sala de parto e acordei pra fazer xixi. Fui ao banheiro e me deu uma vontade incontrolável de fazer força.
Nesta noite, outra "doulanda" da Fabrina também entrou em trabalho de parto, fomos pra sala de parto juntas. Cada uma numa sala. A Fá, com a ajuda dos maridos e dos médicos, conseguiu controlar a situação. E o que eu me lembro é que quando eu dormi, a Fá ajudou a outra gestante, que era a fase que ela mais estava com dor. E quando eu fui ao banheiro, Fabrina foi me ver na sala, e eu não estava, ela nos encontrou no banheiro. Me viu fazendo força e discretamente foi chamar a Dra.
Voltamos para a sala de parto, a Dra me avaliou e falou: “seu bebê está aqui em baixo!!”
“ preparem tudo que vai nascer!!” (lágrimas agora só de lembrar).
É uma mistura de emoções muito grande. Eu pensei que faltava pouco para tudo acabar e eu ter meu bebê comigo... e nesse momento surgiu uma fora absurda. Fui para a banqueta. Dra sentada no chão á minha frente, meu marido sentado atrás de mim me abraçando e falando no meu ouvido e eu começando o expulsivo. Achei a dor do expulsivo tranquila... e ficava pensando que faltava muito pouco. Perdi a noção de tempo, mas acho que a 1 hora da manhã entrei na sala de parto para analgesia, dormi da 1:30 até 2:45 e o Gabriel nasceu 3:18. Foi tudo muito rápido...
Ele nasceu com duas circulares de cordão e olhando pra cima!!! E , apensar de prematuro, nasceu bem, logo chorou e veio direto para meu colo.
Realmente foi um momento único e mágico!! Assim que nasceu, todas as dores sumiram e eu me senti inundada de amor!!
Enfim, no meu caso, a analgesia ajudou muuuuito!! Eu relaxei e quando acordei o Gabriel já estava nascendo!
sábado, 29 de agosto de 2015
Relato de Parto - Ana Deborah
Relato de parto.
Por Ana Deborah
Por Ana Deborah
No mês de julho de 2014 descobrimos que eu estava grávida, foi um susto e tano, pois o Pedro morava nos EUA e tudo mudaria na vida dele como na minha... ele resolver ficar morando aqui para cuidar de nós e da nossa família que estava iniciando. Fomos consultar na minha médica, fizemos os exames e então o Pedro expos a ideia dele do quanto ele era a favor do Parto Normal, enquanto eu só queria uma cesariana pois não queria sentir dor. Uma amiga me passou o telefone da sua irmã ( Anna) e esta me indicou a sua médica , a Dra. Paula Lidiane, que é uma médica nos termos de hoje, humanizada. Fomos na consulta e eu sempre pensando, nossa não quero parto normal, deve doer demais... prefiro cesárea! Chegamos lá e a Dra Paula indicou algumas doulas, me liberou pra fazer exercícios após o terceiro mês e me pediu para assistir o renascimento do parto e que ela indicava o parto normal e que eu deveria me empoderar para entender da importância disso para o bebê e as diferenças de uma cesárea eletiva. Eu ainda tinha dúvidas mas comecei a fazer pilates com a Fabrina, que sempre durante as aulas me explicava sobre o parto normal e incentivava, e ela nos emprestou o filme documentário Renascimento do Parto, com esse filme eu internamente, decidi que seria melhor para Clara chegar de forma natural e na hora dela. Fora que minha recuperação seria melhor. Conversamos com a Fabrina , para que ela aceitasse ser nossa doula, pois além de professora de pilates, drenagem, ela se tornou nossa amiga e fazia parte dessa nova história que estava chegando! Tive uma gestação com muitos cuidados, vários exercicios preparatórios e muitas contrações de treinamento ( desde 24 semanas ). Fazia terapia e nela conversava com minha terapeuta sobre o meu medo de não conseguir o parto normal e ter que fazer cesárea, pois quando decido algo e isso não acontece, acabo me frustando (não sabia lidar bem com isso) pois sempre gostei de tudo planejado (apesar de a Clara já não ter vindo planejada e como isso mudaria minha vida, pois não me sentia preparada para ser mãe), mas minha psicóloga Rafaela me explicava que se isso acontecesse era pro bem da Clara e que eu deveria me preparar para as duas situações.
Com 32 semanas tive contrações com dores e fiquei alguns dias de repouso. As contrações algumas doloridas outras não, continuaram e com 36 semanas fizemos ultrassom e ela já estava praticamente encaixada e pronta pra nascer.... corremos com os últimos detalhes, com 38 semanas começamos as consultas semanais e qualquer hora podia ser a hora esperada, eu acreditava que não passaria das 40 semanas, pois as contrações sempre estiveram presentes. Com 40 semanas fizemos ultrassom e cardiotocografia e tudo estava bem, então decidimos entrar de licença maternidade pois eu ainda estava trabalhando, e só esperando a chegada da minha princesa. Com 40 semanas e 5 dias eu pedi uma cesárea pra Dra. pois estava cansada e com medo, mas a Dra. Paula me dizia que se eu esperei tanto tempo e buscava o parto normal, que eu esperasse mais um pouco, pois estava tudo bem com nós duas. Eu esperei e com 41 semanas entrei em trabalho de parto, no dia 1º de março de 2015 ás 15 hs iniciaram-se as contrações de 5 em 5 minutos com dores suportáveis, fiquei tãooo feliz e ansiosa ao mesmo tempo. A Fabrina foi até minha casa ás 17 hs e as contrações já estavam mais ritimadas e as 19 hs elas intensificaram e já ficaram de 3 em 3 minutos. Avisamos a Dra. Paula e ela foi me ver ás 21 hs ( nisso eu já estava debaixo do chuveiro pois alivia a dor ) e estava com apenas 1 cm de dilatação. Nesse momento eu fiquei chateada pois esperava que estivesse mais dilatada pois já estava com bastante dor. Minha doula fazia suas manobras e massagens para aliviar minhas dores e depois de mais algumas horas enchemos a banheira e fui para dentro dela, as contrações continuava de 3/3 , durando de 1 minuto a 1 minuto e 30 seg. Eu não tinha muito tempo de repouso entre elas. A dor era intensa, não vou negar, mas eu tinha fé que estava dilatando e a dra. Paula fez outro toque a uma da manhã e eu estava com 2 cm, nesse momento eu me senti super triste mas não queria desanimar e pedi para ir pra maternidade pois me sentiria mais segura lá. Fomos e as 3 horas da manhã a bolsa estourou e as contrações continuaram intensas, a dra. fez outro toque e eu estava com 3 cm de dilatação, pedi analgesia, pois estava exausta e não sei quanto tempo mais aguentaria com dor. As 4 hs da manhã foi feita a analgesia e dilatei para 4 cm. Amenizaram as dores, após um tempo voltou as contrações doloridas e pedi novamente outra dose, e nessa eu cheguei a dormir. A dose foi alta e pararam as contrações. Este é um risco da analgesia. Então minha médica perguntou se eu aceitava tomar ocitocina para ver se ajudava , pois continuava a mesma dilatação. Claro que com a ocitoncina as dores voltaram e muito mais intensas e as 8 hs continuava a mesma dilatação, 4 cm e então a Dra. Paula indicou a cesariana. Nesse momento me senti ao mesmo tempo triste e aliviada. Pedi analgesia pois já que iria pra cesárea que acabasse alí então as dores. Não queria mais sentir dor. Senti que fracassei. A Fabrina sempre ao nosso lado e sem ela não teria aguentado tantas horas de dor e então, fomos para o centro cirúrgico.
Clara nasceu ás 11 hs e 26 minutos , com 3.450 kg e 51 cm. muito bem e forte! Passei pelo trabalho de parto e pela cesariana e a dor que senti no pós cirúrgico para mim foi pior que as contrações que senti durante meu trabalho de parto!!
Durante um tempo me senti fraca por não ter conseguido, mas hoje sei que tentei e fui até meu limite, e valeu apena tudo!!
Minha doula Fabrina sempre ao nosso lado, sempre e sem ela não teria aguentado nem o início!
Meus pais estava aqui ( eles moram no Paraná ) e mesmo contra o PN me respeitaram durante todo o tempo até o momento que fomos pra cesárea. Nos primeiros dias fiquei triste por não ter conseguido, senti uma revolta pois se ia acabar em cesárea porque não fiz logo de cara não é mesmo?? Se você não tentar, nunca saberá se iria conseguir ou não! E eu tentei, e então acho que sou forte sim!!! Eu sei que foi melhor pra mim passar por tudo isto e passaria tudo de novo e sem duvida nenhuma se eu tiver outro filho, vou tentar novamente. As vezes as coisas não acontecem como planejamos e talvez na hora do parto eu tenha ficado muito tensa e ansiosa e isso pode ter atrapalhado o desenvolvimento do meu TP. Mas tenho certeza que foi a melhor coisa esperar a hora da minha Clarinha querer nascer.
Com 32 semanas tive contrações com dores e fiquei alguns dias de repouso. As contrações algumas doloridas outras não, continuaram e com 36 semanas fizemos ultrassom e ela já estava praticamente encaixada e pronta pra nascer.... corremos com os últimos detalhes, com 38 semanas começamos as consultas semanais e qualquer hora podia ser a hora esperada, eu acreditava que não passaria das 40 semanas, pois as contrações sempre estiveram presentes. Com 40 semanas fizemos ultrassom e cardiotocografia e tudo estava bem, então decidimos entrar de licença maternidade pois eu ainda estava trabalhando, e só esperando a chegada da minha princesa. Com 40 semanas e 5 dias eu pedi uma cesárea pra Dra. pois estava cansada e com medo, mas a Dra. Paula me dizia que se eu esperei tanto tempo e buscava o parto normal, que eu esperasse mais um pouco, pois estava tudo bem com nós duas. Eu esperei e com 41 semanas entrei em trabalho de parto, no dia 1º de março de 2015 ás 15 hs iniciaram-se as contrações de 5 em 5 minutos com dores suportáveis, fiquei tãooo feliz e ansiosa ao mesmo tempo. A Fabrina foi até minha casa ás 17 hs e as contrações já estavam mais ritimadas e as 19 hs elas intensificaram e já ficaram de 3 em 3 minutos. Avisamos a Dra. Paula e ela foi me ver ás 21 hs ( nisso eu já estava debaixo do chuveiro pois alivia a dor ) e estava com apenas 1 cm de dilatação. Nesse momento eu fiquei chateada pois esperava que estivesse mais dilatada pois já estava com bastante dor. Minha doula fazia suas manobras e massagens para aliviar minhas dores e depois de mais algumas horas enchemos a banheira e fui para dentro dela, as contrações continuava de 3/3 , durando de 1 minuto a 1 minuto e 30 seg. Eu não tinha muito tempo de repouso entre elas. A dor era intensa, não vou negar, mas eu tinha fé que estava dilatando e a dra. Paula fez outro toque a uma da manhã e eu estava com 2 cm, nesse momento eu me senti super triste mas não queria desanimar e pedi para ir pra maternidade pois me sentiria mais segura lá. Fomos e as 3 horas da manhã a bolsa estourou e as contrações continuaram intensas, a dra. fez outro toque e eu estava com 3 cm de dilatação, pedi analgesia, pois estava exausta e não sei quanto tempo mais aguentaria com dor. As 4 hs da manhã foi feita a analgesia e dilatei para 4 cm. Amenizaram as dores, após um tempo voltou as contrações doloridas e pedi novamente outra dose, e nessa eu cheguei a dormir. A dose foi alta e pararam as contrações. Este é um risco da analgesia. Então minha médica perguntou se eu aceitava tomar ocitocina para ver se ajudava , pois continuava a mesma dilatação. Claro que com a ocitoncina as dores voltaram e muito mais intensas e as 8 hs continuava a mesma dilatação, 4 cm e então a Dra. Paula indicou a cesariana. Nesse momento me senti ao mesmo tempo triste e aliviada. Pedi analgesia pois já que iria pra cesárea que acabasse alí então as dores. Não queria mais sentir dor. Senti que fracassei. A Fabrina sempre ao nosso lado e sem ela não teria aguentado tantas horas de dor e então, fomos para o centro cirúrgico.
Clara nasceu ás 11 hs e 26 minutos , com 3.450 kg e 51 cm. muito bem e forte! Passei pelo trabalho de parto e pela cesariana e a dor que senti no pós cirúrgico para mim foi pior que as contrações que senti durante meu trabalho de parto!!
Durante um tempo me senti fraca por não ter conseguido, mas hoje sei que tentei e fui até meu limite, e valeu apena tudo!!
Minha doula Fabrina sempre ao nosso lado, sempre e sem ela não teria aguentado nem o início!
Meus pais estava aqui ( eles moram no Paraná ) e mesmo contra o PN me respeitaram durante todo o tempo até o momento que fomos pra cesárea. Nos primeiros dias fiquei triste por não ter conseguido, senti uma revolta pois se ia acabar em cesárea porque não fiz logo de cara não é mesmo?? Se você não tentar, nunca saberá se iria conseguir ou não! E eu tentei, e então acho que sou forte sim!!! Eu sei que foi melhor pra mim passar por tudo isto e passaria tudo de novo e sem duvida nenhuma se eu tiver outro filho, vou tentar novamente. As vezes as coisas não acontecem como planejamos e talvez na hora do parto eu tenha ficado muito tensa e ansiosa e isso pode ter atrapalhado o desenvolvimento do meu TP. Mas tenho certeza que foi a melhor coisa esperar a hora da minha Clarinha querer nascer.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Epi-No
Você já ouviu falar do Epi-No ?
MINHA EXPERIÊNCIA COM O EPI-NO E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Até hoje o uso adequado e disciplinado do Epi-No tem demonstrado bons resultados. Mas vale lembrar que este aparelho só vem agregar e ajudar no mínimo possível os riscos de uma laceração se, também em sua fase do expulsivo do trabalho de parto, a mulher tiver em posição favorável em que a gravidade ajude, e mantenha sua força no expulsivo gradual e com calma. De nada adianta fazer o Epi-no e fazer força em 3 ou 4 contrações e expulsar o bebê na marra, sem dar tempo de sua musculatura do períneo se moldar.
Venho aqui trazer também relatos de mulheres que não fizeram uso dele, e também tiveram seu períneo íntegro, graças a calma, posição favorável e tempo de descida.
Epi-No Delphine Plus é o modelo indicado para as gestantes, com o intuito de fortalecer e aumentar a flexibilidade da musculatura vaginal e do períneo, auxilia na prevenção a episiotomia (corte na região da musculatura perineal) no momento da expulsão do bebê. Proporciona a prevenção de problemas futuros relacionados ao relaxamento desta musculatura, tais como cistocele (queda de bexiga) e incontinência urinária (perda de urina), rompimento do períneo, dentre outras.
CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS:
Epi-No Delphine Plus® consiste em um balão em silicone, conectado a um medidor de pressão através de um tubo em silicone, com bomba em elastômero termoplástico e válvula de liberação de ar.
O medidor de pressão permite o monitoramento do desempenho do treinamento (biofeedback).
- O Epi-No Delphine Plus® deve ser utilizado sob indicação de um médico e/ou fisioterapeuta obstetra, pois ele tem algumas contra indicações. Pode ser realizado de 1 a 3 vezes por dia.
- Desenvolvido com o auxílio de ginecologistas, fisioterapeutas e pacientes.
- Através do estiramento e do fortalecimento gradual da musculatura e tecidos, todo o assoalho pélvico se tornará mais forte e elástico. Isso reduz a chance de episiotomia (famoso pique) durante o parto.
- Caso o períneo permaneça ileso ou lacere o menos possível, a musculatura e tecidos podem recuperar-se mais facilmente após o parto.
- Auxilia na extensibilidade do períneo no pré-parto.
- Comodidade: a mulher escolhe o melhor horário, local e tipo de exercício a ser realizado, de acordo com sua rotina e disponibilidade.
- Parto menos estressante para a mãe e o bebê.
- Programa de treinamento pós parto.
Até hoje o uso adequado e disciplinado do Epi-No tem demonstrado bons resultados. Mas vale lembrar que este aparelho só vem agregar e ajudar no mínimo possível os riscos de uma laceração se, também em sua fase do expulsivo do trabalho de parto, a mulher tiver em posição favorável em que a gravidade ajude, e mantenha sua força no expulsivo gradual e com calma. De nada adianta fazer o Epi-no e fazer força em 3 ou 4 contrações e expulsar o bebê na marra, sem dar tempo de sua musculatura do períneo se moldar.
Venho aqui trazer também relatos de mulheres que não fizeram uso dele, e também tiveram seu períneo íntegro, graças a calma, posição favorável e tempo de descida.
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