domingo, 13 de setembro de 2015

Relato de Parto- Ariane Nantes

Nem tudo que programamos sai como queremos ou idealizamos, mas o importante de tudo isto é que no final tudo ocorra bem e termine de maneira feliz, e mesmo um final não tendo chegado ao meu objetivo, meu final foi feliz e me serviu de lição, e que  outras pessoas possam  ler meu relato agora e terem como exemplo.

Me chamo Ariane, mãe do Pedro (2 anos) e Vicente (1 mês), e lutei com todas as minhas forças!
Não gosto de expor minha vida, mas quando podemos ajudar outras pessoas acho importante contar nossas experiências... E que experiência né Fabrina, Dra. Sandra e comadre Nadia, e amigas Luciana e Fran.
Descobri minha gestação um pouco avançada, com 16 semanas (4 meses), foi um choque, pois tomava contraceptivo, não foi nada fácil aceitar que estava grávida de 16 semanas, não estava em meus planos, e foi difícil aceitar algo que não programei.
Fiquei perdida nos primeiros dias, com um filho de 2 anos e outro que logo nasceria, quando parei para pensar já me veio na cabeça, digo na cabeça por que ainda não no meu coração, que teria um parto normal para facilitar os cuidados que teria que ter com 2 crianças, digo porque não tive uma boa recuperação da cesariana, e acho que fiquei com um pouco de trauma.
Logo pensei, para ter um parto normal vou precisar de ajuda, e imediatamente veio a querida Fabrina, nos conhecemos quando trabalhamos juntas na Unimed, e ela também fez drenagem na minha primeira gestação, entrei em contato pelo face com ela, onde relatei minha situação, a Fabrina é uma linda, me colocou pra cima, só me falava coisas boas, sempre muito otimista me tranquilizando pois estava sendo difícil eu aceitar que estava grávida, e me orientou tudo sobre parto normal humanizado.
Como é muito comum, minha médica era e é cesarista, e a Fabrina até me acompanhou em uma das consultas de pré natal , pois eu bati o pé e disse pra Fabrina que minha médica fazia parto normal (hoje sei que não faz, é daquelas que falam mas não fazem). Tivemos dois encontros, onde a Fabrina me explicou tudo o que podia acontecer, me explicou sobre as transformações do meu corpo, tipos de parto, analgesia para parto normal ( riscos e etc), falou das fase do trabalho de parto e do parto em sí!! No ultimo encontro saí um pouco preocupa pois achei  a Fabrina um pouco radical quanto a escolha da minha medica, ela me instruiu que talvez pudesse trocar por uma medica com maior aceitação ao parto humanizado, não gostei muito da idéia, pois eu acreditava em minha médica. Conversei com minha medica na consulta e ela disse que iria fazer meu parto normal.
Ate ai tudo bem, quando completei 37 semanas em uma segunda feira, minha medica que dispõe em seu consultório de aparelho de ultrassom achou que estava com pouco liquido, e pediu que realizasse outro ultrassom para ter uma segunda opinião, começava ai minha jornada de exames e preocupação, passei a noite acordada tomando água porque achava que meu bebe poderia estar sofrendo. No outro dia cedo estava eu realizando exame, quando o Dr. falou que estava tudo bem, que meu bebe era grande e a quantidade de liquido estava normal pela quantidade de semanas, mandei mensagem para medica avisando que estava tudo bem.
Passada uma semana, estava eu novamente na consulta com 38 semanas, com o exame em mãos, a medica disse que não concordava com o resultado. Novamente ela fez o ultrassom em seu consultório e afirmou que ainda achava que tinha pouco liquido e pediu para repetir o exame e que iria induzir meu parto. Pedi que ela fizesse uma carta para que eu entregasse ao mesmo medico que fizera meu exame anteriormente, pediu que eu retornasse naquele mesmo dia com o exame para decidirmos que decisão tomaríamos. La fui eu fazer o exame, entreguei a carta ao medico que após certificar que não estava com pouco liquido me orientou a procurar uma segunda opinião. Não pensei duas vezes, não voltei ate hoje na medica!!
Nesse meio tempo me desentendi com a Fabrina porque sou cabeça dura, e havia dispensado o seu atendimento, pois na época que acreditava na minha médica achava que a Fá estava exagerando, mas aí já tinha passado tempo e agora não tinha a quem recorrer, e só pensava em tudo que a Fá me falava, e o que estava acontecendo comigo. Pois mesmo não confirmando com ela se ia querer Doula, ela me orientava pelo whats e me deixava calma... mas logo meu desespero tomava conta. Mas não tive duvidas, vou pedir a ajuda da Fabrina, na pior das hipóteses vou receber um não. Mandei whats pedindo socorro, que estava desamparada e que queria uma consulta com a Dra. Sandra Valéria, e ela não  negou ajuda apesar de eu ter sido dura e injusta com ela.
No outro dia lá estávamos na consulta com a Dra. Sandra, foi aí que nasceu em meu coração a vontade de ter meu bebe em um parto humanizado, porque estava rodeada de pessoas maravilhosas, antes só sentia medo e achava desnecessário uma doula ou uma medica me acompanhando durante todo o trabalho de parto. Mas hoje vejo que o sistema é falho, e que pra parir ou tentar parir com respeito no Brasil, requer equipe humanizada!
Sempre achei que meu bebe nasceria quando completasse 40 semanas, engano meu, começou ai a mais longa espera da minha vida, chegar as 40 semanas era muito, imagine esperar ate 42 semanas!! Mas eu esperei!! Foram idas e vindas, cardiotocografias (as vezes a Dra. pedia só pra me deixar tranquila e a família também) para checar o coração do bebe, prodomos, e ate falso trabalho de parto.
Chegada as 42 semanas tudo do mesmo jeito, nenhum sinal, nada de contração, tampão, etc. No consultório a Dra examinou pela manhã e nada, mais exame e tudo bem comigo e com meu bebe, fui para casa esperar e esperar... A noite por voltas das 22 horas começou as contrações doloridas (que eu achei que eram doloridas rs) corri para o hospital e Dra Sandra me examinou, estava do mesmo jeito, sem dilatação, colo fechado e duro, me medicou com buscopan e as contrações foram embora, fui para casa, chorei muito, pois a ansiedade só aumentava. Teve uma madrugada que eu achei que minha bolsa tinha rompido, até acordei a Fabrina, a qual me orientou a ligar para a Dra. e descobri que não era.
No dia seguinte (terça-feira 11.08.25) passei o dia em casa quietinha, chorei muito, me desesperei me acalmei, e rezei para que minha hora chegasse logo, tinha dentro do meu coração que não ia desistir, que só seria submetida a uma cesariana se fosse necessário para preservar a saúde do meu bebe e a minha. Por volta das 21:00 hs comecei a sentir as contrações, muito irregulares, a dor era suportável, pensei comigo, vou ficar quietinha, não vou alarmar ninguém e nem vou sair correndo para o hospital, eram bem irregulares, 25 minutos, 15 minutos e ate de 5 minutos. Mas chamei a Fabrina no whats app e a mesma estava na maternidade com a Dra Sandra em outro Trabalho de Parto. A Fá me explicava o que eu estava sentindo e dizia pra eu ficar calma, e caso eu entrasse em TP que ela não poderia ficar comigo, e me indicaria outra doula.
Passei a noite sentindo elas, dava ate pra cochilar, quando amanheceu o dia (quarta-feira 12.08.15), mandei mensagem para Dra Sandra que pediu que fosse ate o hospital onde estava de plantão, chegando la, quando fui examinada nem acreditei no que ela disse, colo amolecido, e inicio da perda do tampão, nossa fiquei muito feliz, já tinha dilatação, acho que era 1cm, não me lembro bem, fiz novamente os exames, cardiotoco e us com Doppler, tudo ok com o bebe. Há não posso esquecer da enfermeira Adélia que fez alguns procedimentos para me ajudar com a evolução do TP, uma fofa ela, me ensinando a respirar, e nem sabia eu que logo eu precisaria respirar como nunca. Fui para casa esperar a evolução das contrações, e por volta das 13 horas fiquei igual uma doida, elas estavam ritmadas em 5 em 5 minutos, coisa de doido, Dra Sandra pediu pra que eu fosse a maternidade que uma colega dela iria me examinar, liguei para minha comadre Nadia me levar para maternidade, ela veio de jato, acho que foi a primeira vez que ela socorreu uma grávida. Ao ser examinada ainda não tinha indicação para internar, mas pedi que ficasse internada pq em casa não ficaria bem, e confesso que tinha medo também.
Dra Sandra orientou ligar para Fabrina, e agora ¿¿ não sabia se ela ia me aceitar de volta pq não havia conversado claramente com ela, pedi que ela me acompanhasse, ela ate me indicou outra doula, pois ela tinha doulado a madrugada toda e tinha compromissos e eu havia desistido de doula L Mas queria ela, graças a deus ela aceitou me acompanhar, disse que assim que desse as aulas dela daquela tarde, ela iria lá ficar comigo. E ela foi e foi essencial. Passei a tarde com as contrações que eram doloridas porem suportáveis, passei o fim da tarde e inicio da noite em companhia da comadre Nadia, amiga Fran e amiga Luciana. Logo chegou a Fabrina, e a Dra Sandra, as contrações ficaram mais intensas e com intervalos curtos, meus Deus como doíam, esquecia de tudo, ate de respirar, nessa hora uma Doula é indispensável, com ela não tinha medo de seguir em frente, e claro com a minha linda Dra Sandra ali, tinha tudo para confiar que tudo ia acabar bem.
Dra me examinou, tinha dilatado acho que 5cm, mas ao exame a Dra optou por estourar a bolsa, assim ela fez, e o motivo pela qual ela optou foi confirmado, junto ao liquido havia mecônio, e logo fui submetida ao exame de cardiotoco, estava tudo ok com os batimentos, ainda podíamos continuar.
As contrações estavam muito doloridas, quase não me davam tréguas, mas eu aguentava firme, até que chegou uma hora que eu não aguentei e pedi analgesia, estávamos no apartamento e a Dra acho melhor me avaliar novamente para ver em que plano meu bebê estava e a dilatação. Vicente ainda estava alto, segundo o termo usado pela Dra e eu já estava com 8 cm. E para o procedimento de analgesia fomos para sala de parto. Depois da analgesia meu corpo relaxou, mas logo a Dra percebeu grande quantidade de mecônio, ao me deitar para mais uma cardiotoco as contrações continuaram, porem após a cardiotoco ficar pronta, tanto a dra quanto a especialista que fez o exame avaliarem os resultados, veio a definição... o exame não estava muito bom e o mecônico que antes era fluido, estava espesso! Ela me explicou que se o Vicente estivesse baixo, e eu com dilatação mais avançada, talvez daria pra continuar, mas não saberíamos aí quanto tempo levaria mais para ele descer e eu dilatar os 2 cm que faltavam. Seria muito arriscado para meu bebê.
Então a cesariana foi mais que indicada, foi necessária, para preservar a vida e o bem estar do meu bebê!!! Não tive em aceitar, pois confiava nela, e queria o melhor para meu filho, só queria que ele nascesse bem, e fui ate onde tive segurança, na hora poderia ter pensado: nadei nadei e morri na praia, mas não foi o que senti, senti orgulho de ter esperado ele querer nascer, de estar ali com aquelas pessoas humanas e carinhosas, e saber que não sofri nenhuma violência obstétrica.
Dali fui para centro cirúrgico, mil coisas se passaram na minha cabeça, a lembrança da primeira cesariana, senti mais medo naquele momento, mas sabia que logo teria o Vicente em meus braços, naquele momento chorei muito, queria ter a oportunidade de parir meu filho, não era um sentimento de fracasso, mas sei lá, pensei, Deus sabe o que faz, e eu sempre aceito o que escolhe para minha vida, deve ter algum sentido tudo isso.
Dali para frente queria ver logo a carinha dele, choramos eu, Fabrina e Nádia, e por volta da 01:00 da madrugada do dia 13.08.15 nasceu aquele bebe enorme, saudável, sujo de mecônio mas sem nenhuma complicação, chorando forte e lindo.
Vicente nasceu com 42 SEMANAS E 4 DIAS, 4.050 k, com 51cm, uma lindeza, foi colocado nos primeiros minutos no meu seio para mamar, coisa mais linda, só tenho a agradecer a Dra. Maravilhosa Sandra Valéria, agradeço a Deus por ter deixado ela cuidar de mim, agradeço a Fabrina pela paciência e amizade, ao Dr. Durval Palhares o pediatra que cuidou do Vicente e não fez nada que não fosse preciso, a minha linda comadre Nádia por ter passado todo o trabalho de parto ao meu lado, e as amigas Luciana  e  Francille pela amizade e companhia.
O que eu aprendi com tudo isso não cabe em palavras, a dor do trabalho de parto é inexplicável, talvez até esqueça aquela intensidade, mas meu coração ficou marcado para sempre, esperar até onde a segurança foi fundamental para evolução do bebe, sei que sou uma boa mãe, mas me sinto diferente, não sei explicar, o amor pelos meus filhos não tem diferença, mas me sinto mais realizada, feliz e mais completa, apesar do final não ter sido como eu queria... mas me sinto sim, forte e guerreira!
Este foi meu relato... espero poder ajudar a você que busca um parto com amor, respeito e que sua decisão de PARIR não seja desencorajada por ninguém, e sim por reais motivos! Fiquem com Deus. E confiem!!








quarta-feira, 2 de setembro de 2015

RELATO DE PARTO - 14/08/2015 Mariana

Relato de Parto Mariana P.
Bom ... meu relato é meio diferente... porque tudo começou de maneira prematura... com 34 semanas perdi o tampão mucoso em um domingo de manhã. Fui avaliada na maternidade e já me internaram. Estava com o colo do útero anterior e começando com dilatação. Fiquei 2 dias internada recebendo medicamento na veia para tentar inibir o trabalho de parto (TP).
Tive alta e continuei com as medicações em casa, mas com 35 semanas acordei de madrugada com a cama cheia de sangue e coágulos. Fui avaliada e me internaram novamente. Recebendo inibina na veia. A médica queria inibir até 36 semanas, para garantir que o baby iria nascer bem, sem precisar de assistência.
Fiquei mais dois dias internada. No dia que eu completei 36 semanas a bolsa estourou. Eu estava deitada vendo TV, era 10 hs da manhã e literalmente ouvi um “ploft” na minha barriga. Sim... ouvi a bolsa estourar!!! Quando levantei começou a enxurrada de água!! Mas não sentia contrações ainda. Fui avaliada e estava com 2 cm de dilatação. Fiquei em casa esperando as contrações, que ficaram doloridas as 20 hs . A Fabrina chegou em casa, fez alguns exercícios, massagens e técnicas compressivas, mas as contrações ainda eram espaçadas.
Tempo depois contrações ficaram muito doloridas, fomos para a maternidade as 22hs e estava com 5 cm. Não vou mentir... aí , tudo estava bem... eu estava confiante!! Massss as contrações começaram a doer muito!! Estava no chuveiro para aliviar a dor e entrei em desespero!! Pedi analgesia pelo amor de Deus!! Sabia que sentiria dor, estava preparada para isso, mas em 1 segundo a dor se transformou em desespero. Nesse momento de desespero, “dizem” ( a Fabrina e meu marido ) que eu falei algumas frases do tipo: “ tira esta criança de mim” “ tira este menino de dentro de mim agora” “ essa dor é do capeta” “isso não é coisa de Deus” “ não quero mais brincar disso” Fora muitos palavrões! Kkkkk
Lembrando agora, é até engraçado, mas na hora eu estava desesperada mesmo.
Daí fomos para a sala de parto e lá a Dra pediu ao anestesista que fosse fazer a analgesia. Um Dr japonês muito gente boa!!Neste momento eu estava com 6 pra 7 cm de dilatação. Dormi mais que uma hora e as contrações sumiram!! Por um momento achei que terminaria em cesariana, mas a Dra resolveu fazer ocitocina pra que minhas contrações voltassem. Estava literalmente dormindo na sala de parto e acordei pra fazer xixi. Fui ao banheiro e me deu uma vontade incontrolável de fazer força.
Nesta noite, outra "doulanda" da Fabrina também entrou em trabalho de parto, fomos pra sala de parto juntas. Cada uma numa sala. A Fá, com a ajuda dos maridos e dos médicos, conseguiu controlar a situação. E o que eu me lembro é que quando eu dormi, a Fá ajudou a outra gestante, que era a fase que ela mais estava com dor. E quando eu fui ao banheiro, Fabrina foi me ver na sala, e eu não estava, ela nos encontrou no banheiro. Me viu fazendo força e discretamente foi chamar a Dra.
Voltamos para a sala de parto, a Dra me avaliou e falou: “seu bebê está aqui em baixo!!”
“ preparem tudo que vai nascer!!” (lágrimas agora só de lembrar).
É uma mistura de emoções muito grande. Eu pensei que faltava pouco para tudo acabar e eu ter meu bebê comigo... e nesse momento surgiu uma fora absurda. Fui para a banqueta. Dra sentada no chão á minha frente, meu marido sentado atrás de mim me abraçando e falando no meu ouvido e eu começando o expulsivo. Achei a dor do expulsivo tranquila... e ficava pensando que faltava muito pouco. Perdi a noção de tempo, mas acho que a 1 hora da manhã entrei na sala de parto para analgesia, dormi da 1:30 até 2:45 e o Gabriel nasceu 3:18. Foi tudo muito rápido...
Ele nasceu com duas circulares de cordão e olhando pra cima!!! E , apensar de prematuro, nasceu bem, logo chorou e veio direto para meu colo.
Realmente foi um momento único e mágico!! Assim que nasceu, todas as dores sumiram e eu me senti inundada de amor!!
Enfim, no meu caso, a analgesia ajudou muuuuito!! Eu relaxei e quando acordei o Gabriel já estava nascendo!

sábado, 29 de agosto de 2015

Relato de Parto - Ana Deborah

Relato de parto.
Por Ana Deborah
No mês de julho de 2014 descobrimos que eu estava grávida, foi um susto e tano, pois o Pedro morava nos EUA e tudo mudaria na vida dele como na minha... ele resolver ficar morando aqui para cuidar de nós e da nossa família que estava iniciando. Fomos consultar na minha médica, fizemos os exames e então o Pedro expos a ideia dele do quanto ele era a favor do Parto Normal, enquanto eu só queria uma cesariana pois não queria sentir dor. Uma amiga me passou o telefone da sua irmã ( Anna) e esta me indicou a sua médica , a Dra. Paula Lidiane, que é uma médica nos termos de hoje, humanizada. Fomos na consulta e eu sempre pensando, nossa não quero parto normal, deve doer demais... prefiro cesárea! Chegamos lá e a Dra Paula indicou algumas doulas, me liberou pra fazer exercícios após o terceiro mês e me pediu para assistir o renascimento do parto e que ela indicava o parto normal e que eu deveria me empoderar para entender da importância disso para o bebê e as diferenças de uma cesárea eletiva. Eu ainda tinha dúvidas mas comecei a fazer pilates com a Fabrina, que sempre durante as aulas me explicava sobre o parto normal e incentivava, e ela nos emprestou o filme documentário Renascimento do Parto, com esse filme eu internamente, decidi que seria melhor para Clara chegar de forma natural e na hora dela. Fora que minha recuperação seria melhor. Conversamos com a Fabrina , para que ela aceitasse ser nossa doula, pois além de professora de pilates, drenagem, ela se tornou nossa amiga e fazia parte dessa nova história que estava chegando! Tive uma gestação com muitos cuidados, vários exercicios preparatórios e muitas contrações de treinamento ( desde 24 semanas ). Fazia terapia e nela conversava com minha terapeuta sobre o meu medo de não conseguir o parto normal e ter que fazer cesárea, pois quando decido algo e isso não acontece, acabo me frustando (não sabia lidar bem com isso) pois sempre gostei de tudo planejado (apesar de a Clara já não ter vindo planejada e como isso mudaria minha vida, pois não me sentia preparada para ser mãe), mas minha psicóloga Rafaela me explicava que se isso acontecesse era pro bem da Clara e que eu deveria me preparar para as duas situações.
Com 32 semanas tive contrações com dores e fiquei alguns dias de repouso. As contrações algumas doloridas outras não, continuaram e com 36 semanas fizemos ultrassom e ela já estava praticamente encaixada e pronta pra nascer.... corremos com os últimos detalhes, com 38 semanas começamos as consultas semanais e qualquer hora podia ser a hora esperada, eu acreditava que não passaria das 40 semanas, pois as contrações sempre estiveram presentes. Com 40 semanas fizemos ultrassom e cardiotocografia e tudo estava bem, então decidimos entrar de licença maternidade pois eu ainda estava trabalhando, e só esperando a chegada da minha princesa. Com 40 semanas e 5 dias eu pedi uma cesárea pra Dra. pois estava cansada e com medo, mas a Dra. Paula me dizia que se eu esperei tanto tempo e buscava o parto normal, que eu esperasse mais um pouco, pois estava tudo bem com nós duas. Eu esperei e com 41 semanas entrei em trabalho de parto, no dia 1º de março de 2015 ás 15 hs iniciaram-se as contrações de 5 em 5 minutos com dores suportáveis, fiquei tãooo feliz e ansiosa ao mesmo tempo. A Fabrina foi até minha casa ás 17 hs e as contrações já estavam mais ritimadas e as 19 hs elas intensificaram e já ficaram de 3 em 3 minutos. Avisamos a Dra. Paula e ela foi me ver ás 21 hs ( nisso eu já estava debaixo do chuveiro pois alivia a dor ) e estava com apenas 1 cm de dilatação. Nesse momento eu fiquei chateada pois esperava que estivesse mais dilatada pois já estava com bastante dor. Minha doula fazia suas manobras e massagens para aliviar minhas dores e depois de mais algumas horas enchemos a banheira e fui para dentro dela, as contrações continuava de 3/3 , durando de 1 minuto a 1 minuto e 30 seg. Eu não tinha muito tempo de repouso entre elas. A dor era intensa, não vou negar, mas eu tinha fé que estava dilatando e a dra. Paula fez outro toque a uma da manhã e eu estava com 2 cm, nesse momento eu me senti super triste mas não queria desanimar e pedi para ir pra maternidade pois me sentiria mais segura lá. Fomos e as 3 horas da manhã a bolsa estourou e as contrações continuaram intensas, a dra. fez outro toque e eu estava com 3 cm de dilatação, pedi analgesia, pois estava exausta e não sei quanto tempo mais aguentaria com dor. As 4 hs da manhã foi feita a analgesia e dilatei para 4 cm. Amenizaram as dores, após um tempo voltou as contrações doloridas e pedi novamente outra dose, e nessa eu cheguei a dormir. A dose foi alta e pararam as contrações. Este é um risco da analgesia. Então minha médica perguntou se eu aceitava tomar ocitocina para ver se ajudava , pois continuava a mesma dilatação. Claro que com a ocitoncina as dores voltaram e muito mais intensas e as 8 hs continuava a mesma dilatação, 4 cm e então a Dra. Paula indicou a cesariana. Nesse momento me senti ao mesmo tempo triste e aliviada. Pedi analgesia pois já que iria pra cesárea que acabasse alí então as dores. Não queria mais sentir dor. Senti que fracassei. A Fabrina sempre ao nosso lado e sem ela não teria aguentado tantas horas de dor e então, fomos para o centro cirúrgico.
Clara nasceu ás 11 hs e 26 minutos , com 3.450 kg e 51 cm. muito bem e forte! Passei pelo trabalho de parto e pela cesariana e a dor que senti no pós cirúrgico para mim foi pior que as contrações que senti durante meu trabalho de parto!!
Durante um tempo me senti fraca por não ter conseguido, mas hoje sei que tentei e fui até meu limite, e valeu apena tudo!!
Minha doula Fabrina sempre ao nosso lado, sempre e sem ela não teria aguentado nem o início!
Meus pais estava aqui ( eles moram no Paraná ) e mesmo contra o PN me respeitaram durante todo o tempo até o momento que fomos pra cesárea. Nos primeiros dias fiquei triste por não ter conseguido, senti uma revolta pois se ia acabar em cesárea porque não fiz logo de cara não é mesmo?? Se você não tentar, nunca saberá se iria conseguir ou não! E eu tentei, e então acho que sou forte sim!!! Eu sei que foi melhor pra mim passar por tudo isto e passaria tudo de novo e sem duvida nenhuma se eu tiver outro filho, vou tentar novamente. As vezes as coisas não acontecem como planejamos e talvez na hora do parto eu tenha ficado muito tensa e ansiosa e isso pode ter atrapalhado o desenvolvimento do meu TP. Mas tenho certeza que foi a melhor coisa esperar a hora da minha Clarinha querer nascer.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Epi-No

Você já ouviu falar do Epi-No ?


Epi-No Delphine Plus é o modelo indicado para as gestantes, com o intuito de fortalecer e aumentar a flexibilidade da musculatura vaginal e do períneo, auxilia na prevenção a episiotomia (corte na região da musculatura perineal) no momento da expulsão do bebê. Proporciona a prevenção de problemas futuros relacionados ao relaxamento desta musculatura, tais como cistocele (queda de bexiga) e incontinência urinária (perda de urina), rompimento do períneo, dentre outras.

CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS:

Epi-No Delphine Plus® consiste em um balão em silicone, conectado a um medidor de pressão através de um tubo em silicone, com bomba em elastômero termoplástico e válvula de liberação de ar.
O medidor de pressão permite o monitoramento do desempenho do treinamento (biofeedback).
- O Epi-No Delphine Plus® deve ser utilizado sob indicação de um médico e/ou fisioterapeuta obstetra, pois ele tem algumas contra indicações. Pode ser realizado de 1 a 3 vezes por dia. 
- Desenvolvido com o auxílio de ginecologistas, fisioterapeutas e pacientes.
- Através do estiramento e do fortalecimento gradual da musculatura e tecidos, todo o assoalho pélvico se tornará mais forte e elástico. Isso reduz a chance de episiotomia (famoso pique) durante o parto. 
- Caso o períneo permaneça ileso ou lacere o menos possível, a musculatura e tecidos podem recuperar-se mais facilmente após o parto.    
- Auxilia na extensibilidade do períneo no pré-parto.
- Comodidade: a mulher escolhe o melhor horário, local e tipo de exercício a ser realizado, de acordo com sua rotina e disponibilidade.
- Parto menos estressante para a mãe e o bebê.
- Programa de treinamento pós parto.
MINHA EXPERIÊNCIA COM O EPI-NO E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Até hoje o uso adequado e disciplinado do Epi-No tem demonstrado bons resultados. Mas vale lembrar que este aparelho só vem agregar e ajudar no mínimo possível os riscos de uma laceração se,  também em sua fase do expulsivo do trabalho de parto, a mulher tiver em posição favorável em que a gravidade ajude, e mantenha sua força no expulsivo gradual e com calma. De nada adianta fazer o Epi-no e fazer força em 3 ou 4 contrações e expulsar o bebê na marra, sem dar tempo de sua musculatura do períneo se moldar.
Venho aqui trazer também relatos de mulheres que não fizeram uso dele, e também tiveram seu períneo íntegro, graças a calma, posição favorável e tempo de descida.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Gamaal- Mês dos pais

O Grupo de Apoio a Maternidade Ativa da Aldeia - GAMAAL neste mês dos papais irá ser especial!
Que tal uma roda de bate papo com papais que passaram pela experiência de estarem e apoiarem suas mulheres em seus partos?
Façam suas inscrições pelo e-mail umaaldeiamaterna@gmail.com e leve seu marido e/ou sua companheira!
Será empolgante e empoderante!!!!
Entrada: 01 pacote de fralda ou uma roupinha, manta, toalha .

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Frases e imagens afirmativas

Já pensou espalhar pela casa imagens com frases afirmativas para você focar e acreditar mais em você e no seu corpo??
Eu fiz aqui algumas ilustrações... espero que gostem!!
E quem tiver alguma frase ou imagem pra passar pra gente, manda lá na página do facebook Fisioterapeuta Obstetra e Doula Fabrina.











Em homenagem aos meus querido Karen e Gustavo que me deu esta idéia!! Amo vcs.

domingo, 16 de agosto de 2015

Uma noite, dois bebês!

O maior medo de uma Doula, creio eu, é ter duas gestantes entrando em Trabalho de Parto no mesmo dia, talvez em horas muito próximas ou na pior das hipóteses, entrando na fase de transição ou no expulsivo na mesma hora!!! hauhauhau mas aconteceu!!

Nesta quinta feira, bateu aquele "desespero" , quando uma "doulanda" ( não gosto muito mais de usar este termo, pois aprendi com um médico que as gestantes não são nossas, e sim nós que somos delas. Mas as vezes tenho que nomear pra melhor entendimento) as 10 da manhã te avisa que a bolsa rompeu... 2 cm de dilatação ao ser avaliada. Lá pelo meio dia, outra acha que a bolsa rompeu também e vai ao seu obstetra... não era bolsa rota, porém também com 2 cm!!! Eita lasqueira.
Neste momento, começo a pedir ajuda para doulas amiga, caso necessário! Graças a Deus todas estariam disponíveis. Uma poderia se nascesse até tal hora, outra poderia só pela manhã de sexta... mas uma ou
outra  poderia na hora me ajudar. Isto me deixou mais calma. Fica aqui meu agradecimento a elas ( Doula Maria, Doula Adriele e Doula Patrícia ).

Pois bem, se passaram as horas, a tarde.... e ambas gestantes sumiram. Nenhuma com dor, nenhuma dúvida.
A noite foi chegando, e eis que uma delas, a da bolsa rota,  já está em início de Trabalho de Parto. Internamos. A outra, começa a escrever, dizendo que a dor era no "pé da barriga", me manda o print das contrações, e ainda estavam espaçadas e irregulares. A orientei ir para o chuveiro, já que estava com dor.

Ambas sabiam que estavam entrando em Trabalho de Parto juntas, e que eu iria chamar outra Doula pra me ajudar. Combinei com as duas, que eu iria ficar dando apoio as duas, não poderia deixá las , uma ou outra, integralmente. Então... entreguei nas mãos de Deus, e ele foi conduzindo.

Perto da meia noite, a dor aumentou e muito para a primeira que foi internada. Marido orientado, também ajudava com as manobras.
Eis que a segunda mamãe chega até a maternidade, avaliada, estava com 3 pra 4 cm. Doía, porém ainda sabia e consegui se controlar. Mais um pai e uma titia que também ajudaram a futura mamãe a também a Doula aqui, sinceramente, passando por uma experiencia como esta, pela primeira vez.

Em março deste ano, aconteceu também de duas gestantes entrarem em Trabalho de Parto, mas o desenrolar foi diferente, e tive que chamar doula backup! Sim... assim que chamamos uma doula que ajuda a outra! rs

Voltando para o parto... ou melhor, para os partos!!
A fase de transição pegou, e a mamãe que internou primeiro entra numa fase em que um dia iremos até sorrir e relembrar... mas enfim, pediu analgesia. O trabalho de parto ele tem limites para algumas mulheres, e como doula não acho que este momento tem que ser a todo custo, nunca pode ficar como eu sempre digo, torturante. A gente tenta de tudo, eu, marido, médica... para não ser feita a analgesia, ou feita o mais tarde possível. Então, para que o parto pudesse ter seu desfecho e de uma forma humanizada, foi feita a analgesia. Ah... aí que as coisas foram casando!!!
Com a analgesia na primeira gestante, eu pude ir ficar com a segunda... ambas ficaram uma sala do lado da outra nas salas de parto.
Cerca de uma hora e trinta minutos depois, a mamãe que estava com analgesia, se levantou da cama e foi ao banheiro e pasmem... sentada no vaso , achando que era número 2... eu ouço e vou até lá. Marido me olha e fala: Ela está com vontade de fazer força!!! Eu ameiiii ouvir aquilo!! Chamei a médica, avaliou e.... A cabecinha já descendo. Era a fase do expulsivo. Preparamos banqueta, campos... médica no sentada á frente no chão, pai posicionado atras da mãe... e Doula? Bom, nesta hora a Doula já não faz mais nada, apenas observa e continua acreditando. Mas desta vez, não fiquei por lá... corri pra sala do lado, pois a outra mamãe também começara a fazer força. Inacreditável né!!

E assim nasceram um menino ás 3:18 h e uma menina ás 3:36hs. Gabriel nasceu olhando pra cima e com duas circulares de cordão! Mais uma vez quebrando o velho mito que bebê com circular de cordão tem que ir pra cesariana.

Em resumo, me assustei claro, busco a ética e profissionalismo, o ideal é que fiquemos somente com uma delas, mas estávamos com médicos humanizados, que passam segurança e tranquilidade a estas mamães. Elas tinham apoio do marido e até mesmo de irmã que tirava fotos. Irmã esta que doulei em abril e sabia muito bem me ajudar rs. Ensino técnicas durante o pré natal, para os pais também aplicarem e ajudarem a amenizar a dor no parto. Aprendi muito com estes dois partos, com este dia e momento. E tínhamos o mais importante... o empoderamento, a vontade de parir e acreditar em seu corpo!!!
Parabéns minhas queridas... fiquei feliz por tudo ter dado certo, por ter renascido com o parto de vocês,  e olha que renasci 2 vezes em uma única noite rsrsr. Quanta ocitocina, quanto amor envolvido. Me surpreendo com vocês a cada dia, a cada parto. Cada parto é único, cada momento é único e especial.
Deus abençoe a chegada dos anjinhos de vocês e desta nova família !Gratidão eterna! Contem sempre
comigo!